Dona de lava a jato onde deficiente foi agredida diz que advogada chegou ao local descontrolada: ‘Foi muito covarde’

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Milena Aires disse que a mulher chegou ao local em alta velocidade e quase atropelou um funcionário antes de começar as agressões contra a jovem Ana Cláudia Rodrigues. Mulher com deficiência é agredida e moradores fazem protesto pedindo justiça
A dona do lava a jato onde a servidora pública Ana Cláudia Rodrigues foi agredida no começo desta semana afirma que a advogada Samara de Paula Fernandes, suspeita de cometer as agressões, já chegou ao local descontrolada. Segundo Milena Aires, a mulher estava em alta velocidade, quase atropelou um dos funcionários e então atacou a jovem, que é deficiente física, pelas costas.
A defesa de Samara de Paula Fernandes negou que tenha havido agressão e apresentou uma versão dizendo a briga foi entre o casal e que Ana Cláudia caiu por estar muito próxima do local. (Veja a resposta completa no fim da reportagem)
Mulher com deficiência foi agredida em lava a jato
Reprodução/TV Anhanguera
“Ela foi muito covarde. Ela foi ridícula. A atitude que ela teve, aquilo ali a gente não faz nem com o pior inimigo. Ela pegou a Ana Cláudia pela covardia, pelas costas”.
A vítima ainda se recupera das agressões e continua sentido dores pelo corpo. “Eu fui entender depois do acontecido, que o marido dela estava lá”, conta a jovem. “Ela por ciúmes ou revolta, não sei, me agrediu”. A jovem sequer conhecia o casal.
Segundo a dona do lava a jato, a advogada que seria responsável pelas agressões ainda disse frases preconceituosas após saber que a jovem que estava sendo agredida tinha uma deficiência.
“Comecei a gritar, falei que era minha cliente, que estava com o veículo lavando e que ela é especial. Quando eu falei especial ela não entendeu e eu falei deficiente. E ela virou pra mim e falou que ela [a vítima] não tinha placa. Como se uma pessoa deficiente tivesse que andar com placa de que é deficiente. Como se não fosse uma pessoa normal”.
Dona de estabelecimento diz que presenciou agressões
Reprodução/TV Anhanguera
Ainda segundo a testemunha, quando disseram que a polícia estava sendo chamada a advogada debochou e disse que ‘não daria em nada’ porque ela tinha influência.
O caso revoltou os moradores de Porto Nacional e gerou manifestações na cidade. A Universidade Federal do Tocantins, onde a jovem Ana Cláudia trabalha, emitiu nota repudiando a violência.
Servidora sofreu hematomas pelo corpo
Reprodução
O que diz a defesa
Segundo o advogado Wesley Magno Resende Holanda, que representa Samara de Paula Fernandes, não houve nenhum ato de agressão direcionado contra a servidora pública.
“Ela caiu, ninguém nega isso, mas não houve nenhum tipo de ação deliberada da minha cliente ou do esposo. Eles não se conhecem […] O que houve foi um atrito entre o casal e pelo fato da moça estar próxima acabou que ela infelizmente foi envolvida no conflito, mas nada direcionado a essa moça. Ela acabou envolvida pela proximidade que ela estava no local”, afirmou.
O advogado afirmou ainda que a cliente compareceu à delegacia para prestar esclarecimentos logo após os fatos e agora aguarda o resultado do exame de corpo de delito da vítima, assim como uma possível intimação para novo depoimento.
“Ela [a advogada] está bastante afetada com a situação. É uma situação pública que tomou uma proporção muito grande e ela não está conseguindo trabalhar esses dias, está trabalhando de casa. Não há nenhuma resistência e antes mesmo da polícia chegar ela saiu do local e foi para a delegacia prestar esclarecimentos”, disse.
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Fonte: G1 Tocantins