Estudante de medicina emocionou com a participação dos pais em cerimônia do jaleco
O estudante de medicina Antônio Júnior Arrais, de 32 anos, celebrou a Cerimônia do Jaleco com o pai e a mãe, ambos diagnosticados com câncer recentemente. O rito ocorreu na sexta-feira (8) em um evento de uma faculdade em Araguaína, região norte do estado. O jovem escolheu os pais para serem seus padrinhos e eles colocaram o jaleco.
Antônio compartilhou o momento em suas redes sociais e a história ganhou repercussão. No vídeo publicado, o jovem está acompanhado dos pais e veste uma camiseta preta com a frase: “o câncer tentou, mas não levou este momento”.
Na legenda do vídeo, ele escreveu:
“Talvez tenha sido justamente em meio a tudo isso que nasceu em mim o desejo de cuidar das pessoas e lutar pela vida. […] Porque antes mesmo de eu aprender Medicina, vocês já haviam me ensinado o verdadeiro significado dela. O câncer tentou tirar muitos momentos de nós. Mas não levou este”, escreve o estudante.
Em entrevista para o g1, Antônio explicou que seu pai, Antônio Arrais Bezerra, foi diagnosticado com dois tipos de câncer, o linfoma não Hodgkin e um de pele. O primeiro diagnóstico chegou em 2021 e o segundo em 2023. A mãe Maria de Jesus foi diagnosticada com câncer de mama em 2024.
“O linfoma pode se manifestar e se tornar agressivo, é super imprevisível, ele ficou em estado crítico, fez quimioterapia e ficou bem, porém teve uma crise no final de 2024 e retiramos um linfonodo. Minha mãe está em remissão, fez a retirada e radioterapia e só acompanha. Meu pai é uma incógnita, todos os linfonodos que estavam ativos sumiram”, explica.
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Estudante de medicina com os pais durante Cerimônia do Jaleco
Arquivo Pessoal
O jovem conta que os momentos de luta da família para combater as doenças se transformaram em gratidão.
“Lutamos juntos. Tínhamos aprendido a lutar juntos. Ele [o jaleco] carrega a dor, a fé, as lágrimas, as orações e a força da minha família. Aquele momento representa que o câncer não tirou isso de nós. Quem convive ou já conviveu com o câncer sabe que o maior medo não é apenas a doença, mas a possibilidade de perder quem amamos”, finaliza.
Segundo Antônio, os pais seguem uma vida normal e de seis em seis meses viajam para Barretos, em São Paulo, para acompanhamento e exames de rotina.
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Fonte: G1 Tocantins



