Polícia Militar fala sobre aumento de assassinatos na região sul de Palmas e pede que população denuncie

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Major da PM Marcos Morais explicou que ações contra pessoas que não têm envolvimento com criminalidade estão dentro dos padrões acompanhados pela corporação e aumento do tráfico pode ser a causa de parte das mortes. Major da Polícia Militar fala sobre homicídios recorrentes na região sul de Palmas
Com o registro de 23 assassinatos desde o início de 2023, a população está com medo da violência, principalmente quem mora na região sul da capital. A maior parte dos homicídios aconteceu durante os fins de semana. Segundo o porta-voz da Polícia Militar (PM), major Marcos Morais, os homicídios com características de execução geralmente são planejados contra pessoas que já têm algum tipo de envolvimento com a criminalidade. Também reforçou que há reforço de policiamento na região e pede que população denuncie ações suspeitas.
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No sábado (11) um casal foi assassinado a tiros no setor Morada do Sol I por volta das 15h30. Segundo parentes, eles podem ter sido confundidos, pois não teriam nenhuma ligação com a criminalidade. Já às 19h, um jovem também foi baleado e morto, dessa vez no Aureny III. Testemunhas informaram que a vítima estaria aguardando uma pessoa que entregaria drogas.
Major Marcos Morais, porta-voz da Polícia Militar
TV Anhanguera/Reprodução
Nesta segunda-feira (13), um adolescente de 16 anos foi baleado com dois tiros no setor Taquari, e foi levado para o Hospital Geral de Palmas (HGP) em estado grave.
“Se a gente retirar dessas taxas de crimes que têm acontecido até esse momento do ano, dos crimes com características de execução e de vítimas que de certa forma tem um envolvimento muito claro com outras criminalidades, inclusive com o tráfico de drogas, o que resta desses números são de certa forma compatíveis ao desvio padrão do que nós já víamos e estávamos acompanhando. O que precisamos esclarecer à população é que esses crimes não são aleatórios. Eles são crimes planejados, premeditados. Eles vão lamentavelmente acontecer, em algum momento, por mais que a polícia esteja por perto”, explicou.
Momento em que adolescente foi baleado por criminosos
Reprodução
Para reforçar o policiamento, o 6º Batalhão, que é responsável pelas rondas na região sul da capital, recebeu 50 novos policiais. Com a criação novo batalhão em Taquaruçu, o major acredita que irá desafogar a demanda de atendimentos.
“O 6º Batalhão então se concentra na cidade de Palmas. Isso é importante, inclusive com mais homens que recebeu para reforçar o policiamento, nós temos condições de estar mais presentes, e já estamos mais presentes”, explicou.
Entretanto, o major destacou que apesar do reforço, a PM de uma forma geral não tem condições de estar em todos os lugares e a todo o momento. O policiamento ostensivo é feito de forma rotativa, então é um trabalho para evitar todas as situações. Precisamos de ações em conjunto e vários outros fatores que não só de fato, o trabalho Preventivo da Polícia Militar.
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Apoio da população
Para que o policiamento tenha mais efeitos, o major orientou que a população faça denúncias caso tenha informações sobre ações suspeitas. “O povo conhece quem mora no seu setor. Observou um veículo diferente, observou alguém em atitude suspeita passando por ali. Se não é da região, tome já a iniciativa de chamar a Polícia Militar”.
Com relação às regiões de maior incidência da criminalidade, o porta-voz da PM explicou que existe a apuração sobre as possíveis autuações de organizações criminosas.
“O modo de operar dessas organizações é eliminando seu concorrente, ou simplesmente o seu desafeto, ou seu devedor, ou credor. Infelizmente a forma de trabalhar desses é essa, e lamentavelmente é isso que a gente sabe. Esses crimes não são aleatórios. Os crimes que são aleatórios temos observado e acompanhado, e eles acontecem também, mas estão de certa forma, dentro do desvio padrão que observamos ao longo dos anos. Nada mudou tão drasticamente. O que a gente observa é uma movimentação de organizações criminosas em razão da expansão do tráfico de drogas”, pontuou.
Ainda não é possível relacionar os crimes ou estipular que as vítimas do último fim de semana com o envolvimento com a criminalidade, já que a maioria não tinha passagem pela polícia segundo informações preliminares, conforme o major.
Ele também orienta que a população que quer fazer denúncias anônimas através do telefone 190. “Pode ser repassada a informação, sim. A Polícia vai segurar essas informações com o devido cuidado e essa pessoa não será em hipótese alguma envolvida em nenhum processo em razão dessa informação”, explicou.
Investigação da Polícia Civil
Pela maioria das mortes terem acontecido na região sul de Palmas, o delegado responsável pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Israel Andrade, explicou que as investigações dos casos apontam para brigas entre facções, que tem se concentrado em bairros como Taquari, Aurenys e Taquaralto. “Isso, como consequência, traz o aumento da criminalidade, da violência letal naquele local”, disse.
O delegado também explicou que para todas as mortes registradas, foram abertos inquéritos, e seguem com as investigações para identificação da autoria.
Entre as dificuldades enfrentadas pela investigação está identificar justamente a autoria através do pouco material deixado por criminosos. “A ausência principalmente de testemunhas, de elementos de provas que compõem todo um caderno investigativo”, comentou Israel.
Delegado esclarece como estão as investigações sobre a onda de crimes na capital
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Fonte: G1 Tocantins